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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

TROQUE SEU FACEBOOK POR UM BLOG POBRE



Resistência cultural. Sempre associada a campanhas como a de Paulo Freire, nos tempos da boa briga contra o imperialismo. Tipo comer uma buchada de bode no exílio ou ler cordel na Sorbonne.

Agora, ouvir música em vinil ou ver filmes em super oito. E já que tudo acelera na onda dos negócios e falências virtuais, manter um blog já é tarefa de dinossauro. Os blogs, que já chegaram a 130 milhões no mundo, caíram para 10% disso. Este aqui não morrerá à mingua, tão cedo. Mais ainda agora, depois do carnaval ("eu vou tomar juízo").

Chega de facebook. Cansado de fofocas, curtições e comentários de uma linha? São milhões nessa condição. Não faremos campanhas de conversão. Cada um na sua, a seu tempo. Mas verdade é que para retomar este blog Habermas, o tempo livre tem que ser cavado à força. Sobrou para o face. Fases.


Um bom motivo para um revival: uma disciplina oferecida pelo blogueiro no programa de pós-graduação da UFU. De repente, retomamos alguns motivos da obra de Habermas, cuja crítica queremos continuar. E poderão vir para cá também os assuntos ligados às comunicações, à teoria da comunicação, à crítica aos meios de comunicação, etc. e tal. Os alunos do mestrado poderão aderir, seguir, dar palpite aqui.


Por enquanto, além de malhar a perda do tempo adolescente em "redes sociais", convém fazer uma homenagem à linearidade e aos equipamentos com algum mecanismo. Fita cassette, por exemplo, na caixinha, kurz: K7. Paulo Irineu acaba de enviar um vídeo em que ensina a emendar a fita. Ele cola as pontas com esmalte. Costumava-se colar um pedacinho de fita durex, por dentro. Mas era mais fácil nas boas fitas TDK, parafusadas. Nas fitas coladas, o procedimento complica-se um pouco.


No reply do email, lembrei ao colega Paulo do interessante filme brasileiro Durval discos. O cara dos vinis se recusa a vender CDs. E a história naquele sobradinho paulistano descamba para o surreal.

Theodor Adorno desanimado com a teoria crítica encerrou seus dias com um resto de esperança e resignação: uma mensagem lançada ao mar em uma garrafa. Bela imagem para a teoria crítica, que ficaria ali resguardada contra a barbárie iminente, até quem sabe um dia.

msg: pen drive à deriva


De repente, caberá a alguns curiosos e ligeiramente malucos retraduzir e reconduzir novas tecnologias de volta às antigas, que não morreram de todo. Neste ano de 2012 foi premiado com Oscars um filme mudo em preto e branco, embora filmado em sistema digital.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

O RETORNO DO KANT MARXISTA

A senha deste blog, que não é nenhum Batalhão de Logística, esteve congelada em algum container no Pólo Norte. Agora volta, sem prometer posts com regularidade. Não faltará assunto, podem apostar, mas não é fácil correr atrás de três coelhos.

Uma das idéias, dessas ressecadas na gaveta, talvez seja publicar os byproducts de um doutorado na Alemanha. Alguma coisa parecida com a versão mestiça da Minima Moralia: impressões de um latino-americano na Alemanha de Habermas, por volta de 1993.

E ainda podemos ajudar nosso filósofo comunicativo a bater em alguns adversários, tipo Kelsen, por exemplo.

E podemos estender a conversa a outros nomes da Teoria Crítica. Nomes e caras. Para um reaquecimento da caldeira, vejam isso. Não há uma certa simetria entre esses dois retratos?







Adorno e Marlon Brando, em Apocalypse Now (and then).















quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

PLAYMOBIL do HABERMAS


É fácil encontrar essa imagem do lado. Uma mulher segura uma bandeira com três fitas, nas cores francesas. E Habermas, caracterizado com algum traje de receber mais um título de doutor honoris causa, o topete grisalho. Enfim, muito engraçadinho e serve para completar montagens de castelos e multidões em escala de um por vinte e cinco. O grande lance é que a figura com a bandeira representa Olympe de Gouges, uma militante dos direitos humanos das mulheres. Muito pertinente a dupla, na montagem, pois Habermas teve que ouvir um monte de reclamações de militantes feministas nos anos enta e enta, logo depois de publicar sua tese sobre a esfera pública (1962). Não teria havido uma esfera pública feminina ou feminista? Habermas levou uns trinta anos para responder que não. Em um novo prefácio, explica que sua pesquisa não encontrou registros, embora isso e aquilo. Será que convenceu o mulherio engajado? É de se duvidar.

Um bonequinho de Adorno ficaria bem. Nesse caso, uma vingança da indústria cultural que põe na linha de montagem e no esquema de mercado a figura mais ranheta contra a sociedade alienada de consumo. Tipo assim, um rap com citações de uma peça de Mozart. O que não seria novidade, pois um hit repetia nos oitenta "I like Chopin" (entram acordes fora de contexto). E um outro pedia que Beethoven fosse para o acostamento: Roll over, Beethoven - que aliás virou nome de cachorrão atrapalhado em filme norte-americano sessão da tarde. Feito para crianças de dez anos, por adultos com idade mental de... uns seis.

Mas aqui, não. A Lego não brinca em serviço. E seu serviço é miniaturizar figuras e cenas e carros. Vejam outros bonccos filosofantes nos sites http://www.flickr.com/photos/helico/362481791/ + http://www.flickr.com/photos/helico/362481790/in/photostream/ Tem também Descartes, Averróis, Tomás de Aquino, Lao-Tsé e... Marx. Muito legal. Imaginem o que pode de render de conversa com as crianças, em torno da brincadeira e da coleção...

E atenção, pais e mães e babás que lêem blogs de filósofos que perdem tempo escrevendo sobre filósofos transformados em minúsculos bonecos! Crianças menores de 3 anos não devem brincar com o filósofo, pois podem engolir peças. No caso da boneca com a bandeira, a primeira peça a rolar é sua cabeça... (Omitam isso para crianças despreparadas) . E, como diria o Chaves ao Kiko: gente grande também pode engolir essas peças de brinquedos - mas não os desaforos da gentalha, gentalha!

PLOCON AVISA: cuidado com as imitações orientais. O legítimo Habermas escreveu Fakzität und Geltung e brilha de noite e de dia em todo o Ocidente social-democrata.

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Mais sobre a bonequinha Olympe de Gouges, na Wikipedia:
Olympe de Gouges, pseudônimo de Marie Gouze (Montauban, 7 de maio de 1748 — Paris, 3 de novembro de 1793) foi uma feminista, revolucionária, jornalista, escritora e autora de peças de teatro francesa. Os escritos feministas de sua autoria alcançaram enorme audiência. Foi uma defensora da democracia e dos direitos das mulheres. Na sua Declaração dos direitos das mulheres e da cidadã (em françês: Déclaration des droits de la femme et de la citoyenne) de setembro de 1791, desafiou a conduta injusta da autoridade masculina e da relação homem-mulher que expressou-se na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão durante a Revolução Francesa. Devido aos escritos e atitudes pioneiras, foi guilhotinada na praça da Revolução, Paris.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O HABERMANS E O ROTWEILLER








Não confunda o nome dos homens. E "homem" em alemão é Mann. Daí que temos muitos nomes próprios, sobrenomes, que terminam em Mann: Zimmermann, Herrmann, Mannesmann e tantos outros. Pois não é que um certo alemão, da família Dobermann, inventou uma raça de cachorro que leva seu nome? Até então, Dobermann não era nome de cachorro. Assim como Ford não era marca de carro, antes de 1929. Então não tenham medo da palavra cão e nem do nome Dobermann. Pense no filhote, mansinho.

É que muitos alunos cometem esse deslize que soa engraçado: escrevem Jürgen Habermans. E nisso de acrescentar um N evocam tanto o homem quanto o homem que deu nome ao cão. E é cachorro grande, cachorro brabo, dos mais temidos, sem dúvida. Inteligente também, posso dizer. Besteira o lance do cérebro maior que o crâneo, a comprimir-se e enlouquecer o animal. Mas não convém encherem a barriga com dois quilos de ração e água e em seguidinha descer a ladeira do portão. Numa freada brusca, o estômago pode comprimir o coração e...

Mas o que é que esse cachorro de bad boy está fazendo aqui? De repente atrai um bad boy, depois da academia, que vai ler sobre um filósofo alemão, que tem um nome parecido com, etc.

Ora, na foto acima, a mensagem típica para muros e portões - "Aqui eu vigio" - não tem quase nada a ver com Habermas. A não ser que o vejamos como o guardião da velha modernidade racionalista. Mas não precisa ser cão de guarda pra vigiar um negócio desses; até gato vigia alguma coisa. Sua casa, inclusive.


Para um contraponto - e isso talvez compense para o pesquisador, que não sabia ainda - o mestre de Habermas também já se apresentou com nome de cachorro. Na raça, o aparentemente dócil Theodor Adorno, já adotou o pseudônimo de Erich Rottweiler.


Confiram em Martin Jay ou Kothe. Naqueles tempos bicudos da besta-fera comendo solta, era bom esconder o nome e o nome do meio. Se era...

Mas como assim, "dócil"? dirão revoltados os adornianos de carteirinha. Assim dócil, responde este blog, manso como sói ser um ursinho de pelúcia, apelidado Teddy, my Teddy "Bär". Olha, isso foi coisa de americano, botar apelido de Teddy em um venerável mestre Theodor. Nada de insinuar que sua crítica seja ou fosse entonces inofensiva.

Aproveitemos a deixa: nada de apologia aos cães bravos, pois na aldeia da Alemanha em que morei, Hohnstorf bei Bienenbüttel, só um nazista tinha cachorro pastor alemão (que é lá é só "Cão pastor"). Muito agressivo, dizia o vizinho Hans-Werner, que tinha um perdigueiro chamado Luiz, aliás Ludwig, que lembra outro filósofo, etc. E, a propósito, este blog não vigia nada - nem pela correção gramatical, depois da reforma orthographyca.

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TRANSLATION: It's sometimes funny when my students write HabermaNs, instead of Habermas, because I think they mix the family name of our philosopher with that german dog "Dobbermann". By the way, Adorno had also adopted "Erich Rottweiler" as pseudonym - and this is another german dog race. Well, perhaps Adorno would like to present himself as a fierce animal, but in the USA where he lived in exhile he was called Teddy, because of his first name Theodor. Well, this a childish form for calling puppy bears. And, in fact, we hope that Critical Theory can still be effective - it could not only grasp concepts but also bite "reality" and the postman who disseminates ideology. And say no to dangerous dogs. Give cats a chance.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

HABERMAS IN RIO - IN RIO GRANDE

[Peter Schmidt, Cirne-Lima, Habermas, dona Ute Habermas, Álvaro Valls e Cleufe]

Em 1989, o filósofo alemão Habermas esteve no Brasil. Visitou Rio de Janeiro, São Paulo e o Rio Grande do Sul. Encontrei a foto acima no site do Prof. Cirne-Lima. Confiram, pois nesta foto não tem "X" para desconhecido. É bom conferir, caro leitor, se você não é um ilustre desconhecido em algumas fotos de turmas de filósofos, parentes e penetras. Se for o caso, identifique-se, pois lutamos por "reconhecimento" e não queremos aparecer na conta de luz, como desaparecidos.

Com este post mais leve, estamos de volta à miuçalha das notas e lembranças periféricas. Diante dos workaholics, este blog parte para a defesa sem ataque e procura o respaldo da boa companhia de outras diversões. Isso lembra o filme de Drácula dirigido pelo Coppola e estrelado por aquele feioso do Gary Oldman - que as fãs de ambos me desculpem, mas o vampiro se parece com o Benito de Paula.

Diante do invento do cinematógrafo - ou outro truque com imagem em "falso movimento" - nas ruas da metrópole em final do século XIX, um personagem pondera: "Isto aqui não é cultura. Se querem cultura, visitem os museus. Londres tem muitos deles."

Pode ser o Coppola falando lá. E outros aqui. Mas é isso: se querem dureza, leiam Faktizität und Geltung. E não nos venham nos pedir uma talagada de Dreher depois. E muito menos do licor verde do Jäggermeister.

De "Habermas in Rio" já falamos bastante aqui, há meses. Dos pagos gaúchos, só esta foto. E de São Paulo, só uma dúvida que atiça a curiosidade. Depois de conferir que em Sampa muitos intelectuais conheciam sua obra e citavam de cabeça os anos e as editoras, Habermas teria perguntado algo do tipo: "E como andam os desenvolvimentos da Teoria da Dependência, de Cardoso e Falleto?" Dizem que foi um silêncio daqueles, cada paulistano olhando para longe da roda de conversa reservada aos mandarins locais... Seria bom conferir esse episódio, para que não se incentive a temporada de anedotas. Ja wohl.


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

"ESSE HABERMAS É MEIO COR DE ROSA, NÃO?"











AINDA NÃO TEM HABILITAÇÃO?


TEM MEDO DE DIRIGIR ATÉ MESMO A PALAVRA A ALGUÉM?

FICA PERDIDO NO MEIO DE TANTOS SINAIS E MULTAS?


A CONVERSÃO
à ESQUERDA JÁ ERA
OU ESTÁ FORA DE FOCO?










Fique tranquilo, pois neste caso (na rua, não) o sinal pode ser interpretado,inclusive com ajuda da orelha do livro: Habermas virou para a esquerda ou sua conversão significou o novo pardigma da linguagem? Vinte e cinco anos antes do lançamento desse livro, em 1986, a Professora Maria Apparecida Monteiro referia-se a Habermas como "meio cor de rosa", ou seja, meio comunista. Para alguns marxistas e adornianos, Habermas seria inofensivo ou "traidor" da esquerda revolucionária. Compre e leia esse livro, sobretudo para entender o que significa empregar enunciados condicionais contrafatuais - estruturas argumentativas baseadas no "como se" (als ob) e que poderiam fundar a teoria crítica da sociedade em novas bases.



TRANSFORMAÇÃO
DA
TEORIA
CRÍTICA

A CONVERSÃO DE
HABERMAS
AO PARADIGMA DISCURSIVO



O Ivan Lima é um grande artista na Edufu. Sugeri a cena urbana e, depois, a foto que tem o sinal de trânsito um pouco fora de foco. Funcionou, não?

Em Uberlândia, compre na Livraria da Edufu, Bloco 3Q, Campus Sta. Mônica ou peça pelo fone (034) 3239 4293, bem como por livraria@ufu.br [www.edufu.ufu.br]

Leia e veja como resolver um problema que Habermas deixou de lado. Obrigado. Valeu. BB

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TRANSLATION: "THIS HABERMAS IS A LITTLE PINK, ISN'T HE?" The book title, Transformation of critical theory, is clearly a reference to Feuerbach thesis number eleven and also to Apel's Transformation of philsophy. In this case, habermasian linguistic turn is a response to his paradigm crisis. The book is centered on an analysis of the meaning and use of conditional counterfactual arguments (as if...) that could serve as a new foundation for critical social theory. The author remembers that 25 years ago a conservative working colleague, Ms. Apparecida Monteiro, identified Habermas as "half pink philosopher". Her image meant Habermas' former relation to a group of marxist thinkers. The cover picture suggests this unclear political position, but remembers also that society is what counts for our academic efforts.




segunda-feira, 22 de novembro de 2010

HORA DE VENDER O PEIXE


O velho e o mar sabem: não basta pegar o peixe; tem que levá-lo ao mercado. Daí, molhar os pés e cansar as costas, ou seja, o componente braçal do trabalho intelectual. E agora isso: bancar o vendedor...

Eis um caso exemplar de obra que mobilizou muita gente, ao contrário do pescador de Hemmingway. Muito esforço e alguns meses para vermos nas livrarias esta coletânea de textos sobre HABERMAS.


Lançado há um mês no congresso da ANPED, o título Direito e democracia em Habermas cai bem, pois vai ao cerne de sua mais substancial contribuição teórica, que ao mesmo tempo fundamenta e defende a democracia.

A leitura não é nem indigesta e nem adocicada com novos sabores. Conforme o subtítulo, estão no livro da Editora Xamã "pressupostos e temas em debate". Não se trata de facilitar ou resumir um autor tão denso. Nossa proposta foi abordar os elementos centrais do amplo quadro categorial de Habermas: direito, democracia, liberdade comunicativa, agir comunicativo, política, esfera pública, sociedade civil, teoria do direito, etc. Parâmetros de interpretação são apresentados no contexto da globalização e da mudança de paradigmas e também em contraponto com Miguel Reale.

A unidade do livro é apoiada também no grupo de pesquisa "Teoria Crítica e Educação Superior", que promoveu uma série de seminários e outros eventos nos últimos três anos. São seus componentes os colaboradores Sandra Olades Martins, Paulo R. A. de Almeida, Fábio L. Borges, Osvaldo Freitas de Jesus, Luiz R. Gomes e Bento Itamar Borges. Os três últimos são os co-editores do volume. Além destes, foram convidados Flávio B. Siebeneichler e Edmilson A. de Azevedo.

O prefácio foi assinado por João dos Reis Silva Júnior.





A edição bem cuidada da Xamã Editora teve apoio financeiro da FAPEMIG e da UNIPAC de Araguari. Endereços: www.xamaeditora.com.br e vendas@xamaeditora.com.br

THIS IS A NOTICE AND AN ADVERTISMENT: OUR RESEARCH GROUP "CRITICAL THEORY AND UNIVERSITY EDUCATION" HAS RECENTLY PUBLISHED A BOOK THROUGH XAMÃ PUBLISHER HOUSE [see addresses above]. THE TITLE "RIGHT AND DEMOCRACY IN HABERMAS" REFERS TO HIS MOST IMPORTANT WORK, WHICH IN BRAZIL RUNS LIKE THIS, "RIGHT AND DEMOCRACY" [and not something like "Facts and Values"]. THE SUBTITLE PROMISES "BACKGROUNDS AND THEMES FOR DEBATE" AND IN FACT DEALS WITH HARD CORE POINTS AND ALSO PERSPECTIVES SUCH AS GLOBALIZATION AND CHANGE OF PARADIGMS - THE "LINGUISTIC TURN", IN THIS CASE. THE BOOK HAS BEEN SUPPORTED BY FAPEMIG - A PUBLIC FOUND FOR RESEARCH IN MINAS GERAIS - AND UNIPAC, A UNIVERSITY BRANCH LOCATED AT ARAGUARI, MINAS GERAIS. I STILL HAVE HALF A DOZEN BOOKS THAT I COULD SEND WITH NO COST FOR THE FIRST ONES WHO SEND ME AN ADDRESS THROUGH THE COMENTS AREA OF THIS BLOG. THANKS. BENTO BORGES