UM PERFIL POUCO FILOSÓFICO e NÃO NECESSARIAMENTE POLÍTICO / ENDLICH EIN NICHTPOLITISCH-PHILOSOPHISCHES PROFIL / A LESS PHILOSOPHICAL-POLITICAL PROFILE
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Cartinha do Alemão
Chegou quentinha da gráfica a revista dos 80 anos de Habermas.
Este blog deu um tempo.
Agora volta com esse anúncio:
Tempo Brasileiro - saiu a revista Tempo Brasileiro
com os textos que foram conferências na Paraíba, setembro de 2009.
Em breve, um fac-símile da cartinha de Habermas para nós, aos cuidados de
Barbara Freitag.
E vem mais novidades aí, pois, afinal, depois de três meses...
Valeu.
até+
quinta-feira, 8 de julho de 2010
A Filosofia em tempos de Copa do Mundo...

Mas se você quiser saber da conversa séria entre estes dois alemães, leia o livro:
segunda-feira, 5 de julho de 2010
E por falar em forno...
Em homenagem aos 81 anos completados pelo nosso filósofo, saímos da rotina da sala de aula e fomos para um espaço público de nossa universidade aproveitar os fornos e aprendermos na prática sobre a cultura de massas.
Para efeitos de fiscalização: madeira reflorestada; lei seca; pizzas de rúcula e ricota para os alunos preocupados com o bem estar dos animais.
Seguem as evidências:
Registramos aqui os nomes para facilitar o trabalho dos historiadores
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Direto do forno, em primeira mão...

Se Habermas não está no Aurélio, ele está presente em um grande dicionário de filosofia recém lançado: O "DICIONÁRIO DE FILOSOFIA POLÍTICA", organizado por Vicente de Paulo Barretto, da editora Unisinos.
Mas o mais importante para esse blog é que o autor do verbete "Habermas" é o nosso Professor Dr. Bento Itamar Borges.
Dentre outros autores de verbetes desse dicionário estão: Bolivar Lamounier, Carlos R. V. Cirne-Lima, Marilena Chauí, Tarso Genro, Eros Grau, e muita gente nova, e brilhante, e competente...
Para pedir o seu exemplar: editora@unisinos.br / fone 51 3590 8239 e fax 51 3590 8238
segunda-feira, 28 de junho de 2010
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Habermas in Rio: um show de encerramento
Em continuação a conferência do dia 5 de outubro de 1989, no Rio de Janeiro, Habermas faz suas considerações finais:
- Venho aqui, à América do Sul, como professor de filosofia, para discutir com colegas e estudantes bem informados. Como estou pela primeira vez neste Continente, para aprender, apesar da rapidez. Conceitos e (...) são muito vazios. Estive oito dias em Lima, vi os bairros pobres, subi pelos Andes. Aí podemos ver o que fazer com as estatísticas que lemos antes. Ao vir aqui entendo um pouco melhor o que é viver em um país do Terceiro Mundo. Aqui, especialmente no Brasil, onde tudo acontece de forma tão simultânea... Belíndia.
[Habermas referia-se a um chavão do jornalismo de então, para ilustrar a velha tese já exposta no clássico livro Os dois Brasis – a expressão, de mau gosto, aliás, somava o melhor da Bélgica e o pior da Índia para dar conta de nosso desenvolvimento desigual.]
Flávio B. Siebeneichler, moderador e tradutor da conferência e das perguntas, diz, nesse ponto à platéia: “O Professor Habermas esteve tão interessado que até nos incitou a continuar o debate” (quando o horário já tinha vencido). Não me lembro se o público ainda fez perguntas (interessantes).
[Transcrição do Prof. Dr. Bento Teixeira de Menezes]
O reformista radical
Resposta de Habermas a uma pergunta de Álvaro Valls, no debate que se seguiu após uma das conferências do visitante alemão, no dia 5 de outubro de 1989, no Rio de Janeiro.
A pergunta não foi transcrita, mas é possível deduzi-la, pelo teor da resposta.
- Fui em 68 e ainda me considero um “reformista radical”¹. Marcuse e Fromm tinham uma autoconsciência revolucionária, mas não sei se meu amigo Herbert acreditava no que dizia. Sinto um desconforto ao ver os maoistas franceses de 68 como são hoje: neoliberais, nova direita, etc.
Ser intelectual no espaço público. Não podemos “criar sentido”, mas, sim, fazer a mediação com as ciências, ser cidadão normal, que interpreta a situação política. E podemos oferecer propostas que possam convencer o outro, mas o outro sempre poderá dizer “isso é bobagem”.
Ainda me sinto pertencendo à esquerda, com mais precauções. Deveríamos verificar a diferença de papéis entre intelectuais e políticos – os intelectuais de partido, organizadores de uma ação política, etc. Não quer dizer que a divisão de papéis implique que não se possa fazer todo o resto. Os partidos leninistas e maoistas mostraram como é fatal fazer o curto-circuito entre trabalho intelectual e público-político: tomar decisões, fazer algo arriscado – não deixar a decisão para alguns gurus.
¹Habermas já havia se posicionado sobre o “reformismo radical” (no seu caso, à esquerda da Social-democracia e contra o leninismo, etc.) em entrevista ao jornal Le Monde, dia 19 de outubro de 1980. {Filosofias, entrevistas do Le Monde. Ática, 1990]
