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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Direto do forno, em primeira mão...


Se Habermas não está no Aurélio, ele está presente em um grande dicionário de filosofia recém lançado: O "DICIONÁRIO DE FILOSOFIA POLÍTICA", organizado por Vicente de Paulo Barretto, da editora Unisinos.

Mas o mais importante para esse blog é que o autor do verbete "Habermas" é o nosso Professor Dr. Bento Itamar Borges.

Dentre outros autores de verbetes desse dicionário estão: Bolivar Lamounier, Carlos R. V. Cirne-Lima, Marilena Chauí, Tarso Genro, Eros Grau, e muita gente nova, e brilhante, e competente...

Para pedir o seu exemplar: editora@unisinos.br / fone 51 3590 8239 e fax 51 3590 8238

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Congresso Weber 1964: 4 cilindros, 6 Volts

Livro de Detlef Hoster, "Jurgen Habermas"
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segunda-feira, 21 de junho de 2010

Habermas in Rio: um show de encerramento

Considerações finais

Em continuação a conferência do dia 5 de outubro de 1989, no Rio de Janeiro, Habermas faz suas considerações finais:

- Venho aqui, à América do Sul, como professor de filosofia, para discutir com colegas e estudantes bem informados. Como estou pela primeira vez neste Continente, para aprender, apesar da rapidez. Conceitos e (...) são muito vazios. Estive oito dias em Lima, vi os bairros pobres, subi pelos Andes. Aí podemos ver o que fazer com as estatísticas que lemos antes. Ao vir aqui entendo um pouco melhor o que é viver em um país do Terceiro Mundo. Aqui, especialmente no Brasil, onde tudo acontece de forma tão simultânea... Belíndia.

[Habermas referia-se a um chavão do jornalismo de então, para ilustrar a velha tese já exposta no clássico livro Os dois Brasis – a expressão, de mau gosto, aliás, somava o melhor da Bélgica e o pior da Índia para dar conta de nosso desenvolvimento desigual.]

Flávio B. Siebeneichler, moderador e tradutor da conferência e das perguntas, diz, nesse ponto à platéia: “O Professor Habermas esteve tão interessado que até nos incitou a continuar o debate” (quando o horário já tinha vencido). Não me lembro se o público ainda fez perguntas (interessantes).

[Transcrição do Prof. Dr. Bento Teixeira de Menezes]

O reformista radical


ELE NÃO VESTIU ESSA CAMISA


Resposta de Habermas a uma pergunta de Álvaro Valls, no debate que se seguiu após uma das conferências do visitante alemão, no dia 5 de outubro de 1989, no Rio de Janeiro.


A pergunta não foi transcrita, mas é possível deduzi-la, pelo teor da resposta.

- Fui em 68 e ainda me considero um “reformista radical”¹. Marcuse e Fromm tinham uma autoconsciência revolucionária, mas não sei se meu amigo Herbert acreditava no que dizia. Sinto um desconforto ao ver os maoistas franceses de 68 como são hoje: neoliberais, nova direita, etc.

Ser intelectual no espaço público. Não podemos “criar sentido”, mas, sim, fazer a mediação com as ciências, ser cidadão normal, que interpreta a situação política. E podemos oferecer propostas que possam convencer o outro, mas o outro sempre poderá dizer “isso é bobagem”.

Ainda me sinto pertencendo à esquerda, com mais precauções. Deveríamos verificar a diferença de papéis entre intelectuais e políticos – os intelectuais de partido, organizadores de uma ação política, etc. Não quer dizer que a divisão de papéis implique que não se possa fazer todo o resto. Os partidos leninistas e maoistas mostraram como é fatal fazer o curto-circuito entre trabalho intelectual e público-político: tomar decisões, fazer algo arriscado – não deixar a decisão para alguns gurus.



¹Habermas já havia se posicionado sobre o “reformismo radical” (no seu caso, à esquerda da Social-democracia e contra o leninismo, etc.) em entrevista ao jornal Le Monde, dia 19 de outubro de 1980. {Filosofias, entrevistas do Le Monde. Ática, 1990]

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Hoje é sexta-feira... Bavária, Bavária, Bavária!



Que todos se lembrem de beber um gole de cerveja, nesta sexta-feira, em homenagem ao homem aí.



Habermas completa hoje 81 anos. Não é pouca coisa.



Parabéns ao nosso autor predileto neste blog.



Uma boa vida para ele e lembranças a Dona Ute.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Wem sonst als Dir




Este blog prometeu um perfil familiar do filósofo Habermas. Cá estamos de volta. Como prometido, apresentamos duas obras que ele dedicou a pessoas de suas família.
A importante obra "Teoria do agir comunicativo" de 1981 foi dedicada a sua esposa Ute Wesselhoeft. Aliás, como disse Hölderlin, "a quem se não a ti" - Wem sonst als Dir.
Já a obra "Discurso filosófico da modernidade" foi dedicada a sua filha Rebekka ao lado do seguinte agradecimento: "por me ajudar a compreender melhor o pós-estruturalismo".
Foto de 1979 retirada do livro "Jürgen Habermas zur Einführung" de Detlef Horster

Garranchos em alemão: quem consegue ler isso?

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Quem conseguir ler e traduzir esta frase de Habermas contribui para resolver um mistério que já dura mais de vinte anos. Enviem sugestões. Não temos prêmios a distribuir, mas, de repente, quem solucionar a charada poderá ganhar pontos na entrevista para bolsas do DAAD.

Esse trocadilho precioso já deve ter sido feito: teoria CRÍPTICA refere-se à parcela hermética, incompreensível dos autores ligados a Escola de Frankfurt. O que pode significar "o pulo do tigre para fora da história"? Ou "cuidado para não recair na barbárie, onde já estamos"? Ou "o progresso existe e não existe"?

Cripta é caverna, subterrâneo. E "críptico" é usado para "escondido", cifrado...

Deixamos aí um exercício de criptoanálise da escripta de Habermas, na verdade manu-scripta.